domingo, 16 de junho de 2013






Avestruz - (Mario Prata)
 

O filho de uma grande amiga pediu, de presente pelos seus 10 anos, um avestruz. Cismou, fazer o quê? Moram em um apartamento em Higienópolis, São Paulo. E ela me mandou um e-mail dizendo que a culpa era minha. Sim, porque foi aqui ao lado da casa, em Floripa, que o menino conheceu os avestruzes. Tem uma plantação, digo, criação deles. Aquilo impressionou o garoto. Culpado, fui até o local saber se eles vendiam filhotes de avestruz. E se entregavam em domicílio. E fiquei a observar a ave. Se é que podemos chamar aquilo de ave. O avestruz foi um erro da natureza, Deus devia estar muito cansado e cometeu alguns erros. Deve ter criado primeiro o corpo, que se assemelha, em tamanho, a um boi. Sabe quanto pesa um avestruz? Entre 100 a 160 quilos. Fui logo avisando à minha amiga. E a altura pode chegar a quase 3 metros -- 2,70, para ser mais exato. Mas eu estava falando da sua criação por Deus. Colocou um pedaço que não tem absolutamente nada a ver com o corpo. Não devia mais ter estoque de asas no paraíso, então colocou asas atrofiadas. Talvez até sabiamente, para evitar que saíssem voando em bandos por aí, assustando as demais aves normais. Outra coisa que faltou foram dedos para os pés. Colocou apenas dois dedos em cada pé. Sacanagem, Senhor! Depois olhou para sua obra e não sabia se era uma ave ou um camelo. Tanto é que, logo depois, Adão, dando os nomes a tudo o que via pela frente, olhou para aquele ser meio abominável e disse: *Struthio camelus australis*. Que é o nome oficial da coisa. Acho que o struthio deve ser aquele pescoço fino em forma de salsicha. Pois um animal daquele tamanho, deveria botar ovos proporcionais ao seu corpo. Outro erro. É grande, mas nem tanto. E me explicava o criador que os avestruzes vivem até os 70 anos e se reproduzem plenamente até os 40, entrando depois na menopausa. Não têm, portanto, TPM. Uma fêmea de avestruz com TPM é perigosíssima! Podem gerar de dez a trinta crias por ano, expliquei ao garoto, filho da minha amiga. Pois ele ficou mais animado ainda, imaginando aquele bando de avestruzes correndo pela sala do apartamento. Ele insiste; quer que eu leve um avestruz para ele de avião, no domingo. Não sabia mais o que fazer. Foi quando descobri que eles comem o que encontram pela frente, inclusive pedaços de ferro e madeira. Joguinhos eletrônicos, por exemplo. Máquina digital de fotografia, times inteiros de futebol de botão e, principalmente, chuteiras. E, se descuidar, um mouse de vez em quando cai bem. Parece que convenci o garoto. Me telefonou e disse que troca o avestruz por cinco gaivotas e um urubu. Pedi para a minha amiga levar o garoto a um psicólogo. Afinal, tenho mais o que fazer do que ser gigolô de avestruz.
 
 

Avaliação sobre o texto Avestruz

                                            
Elaboração de Avaliação                                      

Texto: Avestruz

TRABALHO EM GRUPO

_ Questão Problema: Vamos supor que você ganhe um avestruz de presente em seu aniversário. Sua mãe não ficou satisfeita com esse presente e pensa em livrar-se dele. Você adorou o presente. O que você faria, como você convenceria a aceitar a presença dele?

_Divisão de grupos heterogêneos;

_Professor mediando as discussões;

_Cada grupo, como produto final, deve elaborar estratégias de convencimento utilizando a linguagem verbal;

_Exposição oral dos grupos.



O QUE SERÁ AVALIADO:

1) Capacidade de resolução de situações problemas;

2) Capacidade para manter o foco da discussão;

3) Produção escrita sequencial(se atingiram o objetivo na resolução do problema, se chegaram à uma conclusão);

4) Capacidade de interação do grupo(saber ouvir/falar);

5) Oralidade(clareza e objetividade);

6) Argumentação e contra argumentação;



Turma 5- grupo 1

Ana Maria Cantú Vieira das Chagas                     

Elisabete Luchezi

Graziela Carla Marineli Chenardi

Jussara Keller Cerochi Pereira

 Turma 6  Grupo 1
 Texto: Avestruz, Mário Prata

 
Kézia Kristina da Silva
Cibele Monguiló de Brito D'Ávila
Andréia Regina da Silva
Meiri Aparecida Galassi Montanhero
Márcia Cristina Garcia de Oliveira
Ana Maria de Moraes Togni

Oralidade

Passo 1: 
O professor levará imagens de várias aves e dentre elas, estará o avestruz. O aluno deverá escolher qual ave é o avestruz.



Duplas ou trios:
Pesquisa de antecipação de leitura:
Levar os alunos para a sala de informática, divididos em duplas/trios. O aluno que tem mais dificuldade em registrar as informações ficará responsável pela pesquisa; e o que tem mais facilidade, faz as anotações. 
Pesquisar sobre o animal na sala de informática, sala de leitura: habitat, características, curiosidades, reprodução, alimentação, produtos derivados do animal para consumo. 
Socialização de informações e produção de uma ficha técnica; e o professor levará uma enciclopédia antiga mostrando no livro, informações para os alunos. A enciclopédia circulará na sala de aula, sob visualização dos alunos; para conhecimento de outras formas de registro de conhecimentos.

Perguntas do professor:
Tendo em vista a pesquisa realizada:
Levantamento de hipóteses: O que o título sugere? Será uma história de avestruz? A história vai contar o que, sobre o animal? Qual a sua expectativa?

Passo 2: Lendo o texto...


Avestruz - Mario Prata
O filho de uma grande amiga pediu, de presente pelos seus 10 anos, um avestruz. Cismou, fazer o quê? Moram em um apartamento em Higienópolis, São Paulo. E ela me mandou um e-mail dizendo que a culpa era minha. Sim, porque foi aqui ao lado da casa, em Floripa, que o menino conheceu os avestruzes. Tem uma plantação, digo, criação deles. Aquilo impressionou o garoto. Culpado, fui até o local saber se eles vendiam filhotes de avestruz. E se entregavam em domicílio. E fiquei a observar a ave. Se é que podemos chamar aquilo de ave. O avestruz foi um erro da natureza, Deus devia estar muito cansado e cometeu alguns erros. Deve ter criado primeiro o corpo, que se assemelha, em tamanho, a um boi. Sabe quanto pesa um avestruz? Entre 100 a 160 quilos. Fui logo avisando à minha amiga. E a altura pode chegar a quase 3 metros -- 2,70, para ser mais exato. Mas eu estava falando da sua criação por Deus. Colocou um pedaço que não tem absolutamente nada a ver com o corpo. Não devia mais ter estoque de asas no paraíso, então colocou asas atrofiadas. Talvez até sabiamente, para evitar que saíssem voando em bandos por aí, assustando as demais aves normais. Outra coisa que faltou foram dedos para os pés. Colocou apenas dois dedos em cada pé. Sacanagem, Senhor! Depois olhou para sua obra e não sabia se era uma ave ou um camelo. Tanto é que, logo depois, Adão, dando os nomes a tudo o que via pela frente, olhou para aquele ser meio abominável e disse: *Struthio camelus australis*. Que é o nome oficial da coisa. Acho que o struthio deve ser aquele pescoço fino em forma de salsicha. Pois um animal daquele tamanho, deveria botar ovos proporcionais ao seu corpo. Outro erro. É grande, mas nem tanto. E me explicava o criador que os avestruzes vivem até os 70 anos e se reproduzem plenamente até os 40, entrando depois na menopausa. Não têm, portanto, TPM. Uma fêmea de avestruz com TPM é perigosíssima! Podem gerar de dez a trinta crias por ano, expliquei ao garoto, filho da minha amiga. Pois ele ficou mais animado ainda, imaginando aquele bando de avestruzes correndo pela sala do apartamento. Ele insiste; quer que eu leve um avestruz para ele de avião, no domingo. Não sabia mais o que fazer. Foi quando descobri que eles comem o que encontram pela frente, inclusive pedaços de ferro e madeira. Joguinhos eletrônicos, por exemplo. Máquina digital de fotografia, times inteiros de futebol de botão e, principalmente, chuteiras. E, se descuidar, um mouse de vez em quando cai bem. Parece que convenci o garoto. Me telefonou e disse que troca o avestruz por cinco gaivotas e um urubu. Pedi para a minha amiga levar o garoto a um psicólogo. Afinal, tenho mais o que fazer do que ser gigolô de avestruz.
PRATA, Mário. Avestruz. 5ª série/6° ano vol. 2.
Caderno aluno p. 9 Caderno do professor p.18
 
A leitura será compartilhada, tendo em vista aquele aluno que não lê; marcando as palavras que não conhece. Será discutido os sentido das palavras marcadas, e depois, o professor fará a leitura.

Depois da leitura, o professor fará a devolutiva quanto às expectativas.

Coincidiu com as expectativas alcançadas?
O professor deverá unir as ideias propostas à proposta do texto. 

Passo 3: Interpretando e analisando o texto:

Questões de interpretação nas duplas e trios:

1) Confecção de uma lista de palavras novas:

2) Ilustrar a história:
3) Porque o narrador trocou a palavra "plantação" por “criação” em “Tem uma plantação, digo, criação deles”?

4) Qual o verbete científico que aparece no texto? Qual a sua língua?

5)Você gostou do texto? Qual parte?

6) Você já teve vontade de ter um animal exótico?

Atividade de Alfabetização:

1) Retirar um parágrafo, e dele, retirar algumas palavras e fazer um banco de palavras. Pedir para o aluno completar com as palavras que faltam. 

2) Cortar o texto em tiras e e pedir para o aluno colocar na sequência textual.

Produção textual:

Reescrita individual do texto.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Situação de Aprendizagem –9º Ano
 “Meu primeiro beijo” -  Antonio Barreto

 A partir do tema da situação de aprendizagem “Meu primeiro beijo”, os alunos serão divididos em grupos produtivos e pesquisarão no laboratório de informática, acompanhados do professor, textos que abordem outros temas relacionados à aprendizagem. Os temas serão orientados por questões polêmicas previamente escolhidas pela classe, e que servirá para o debate.
- A banalização do beijo;
- Como as relações afetivas são evidenciadas pela sociedade atual;
- Os ricos que o beijo pode causar à saúde.
  Após a pesquisa os alunos formarão uma roda e debaterão os temas propostos utilizando-se dos conhecimentos argumentativos e persuasivos aprendidos com o gênero da argumentação. O professor poderá instigá-los com perguntas pontuais conforme o desenrolar do debate e observar como os grupos expõe os argumentos e as posições de defesa e refutação dos assuntos.
O professor solicitará ao final da aprendizagem o registro escrito através do relatório individual do aluno. Nele os alunos colocarão o que aprenderam sobre o tema, as opiniões e posicionamento do debate e suas próprias experiências em relação ao tema da aprendizagem.  Os relatórios serão socializados entre a classe.



Situação de Aprendizagem –“Meu primeiro beijo” , Antonio Barreto
  Público alvo 9º ano
Objetivo: debater o tema do primeiro beijo, fazer inferências no texto lido, localizar informações, intertextualidade.
Recursos: data show, rádio, folhas sulfites, dicionários, internet, cartolina (mural)
Antes da leitura
- Analise as imagens e comente:










- Letra de música
Um primeiro beijo – Paula Toller
Um primeiro beijo
Se acontecesse
Se a gente se encontrasse
Como ia ser?
Como saber?
Antes de nos conhecer
Quiçá beijar
Pensar em beijo
Pra
confessar
Nem ao menos sei seu nome
Nem ao menos sei seu nome

Mas foi só um sonho
Sem o lado avesso
De outros primeiros beijos
Foi tão romântico
Nós nos beijando no espelho

Nós nos beijando
Foi tão romântico
De outros primeiros beijos
Sem o avesso
Mas foi só um sonho
Nem ao menos sei seu nome
Nem ao menos sei seu nome

Pra confessar
Pensar em beijo
Quiçá
beijar
Antes de nos conhecer
Como saber?
Como ia ser?
Se a gente se encontrasse
Se acontecesse
Um primeiro beijo

- Divisão da sala em grupos heterogêneos oportunizando que o aluno com menos dificuldade leia para o outro que tem mais dificuldade (leitura compartilhada / grupos produtivos).
- A partir do título : “Meu primeiro beijo”, responda:
. Que tipo de beijo teria sido dado? Quem teria beijado pela primeira vez?
. Quais seriam as sensações de alguém que vai beijar pela primeira vez?

Durante a leitura
- Grife no texto as palavras que você não conhece o significado, para depois procurá-las no dicionário.
- O que seria um menino com “cultura inútil”?
-  Comente a frase “o tempo se esquece do tempo, as contas de telefone aumentaram, depois diminuíram... e foi ficando nisso”.

Meu Primeiro Beijo
Antonio Barreto
É difícil acreditar, mas meu primeiro beijo foi num ônibus, na volta da escola. E sabem com quem? Com o Cultura Inútil! Pode? Até que foi legal. Nem eu nem ele sabíamos exatamente o que era "o beijo". Só de filme. Estávamos virgens nesse assunto, e morrendo de medo. Mas aprendemos. E foi assim...
Não sei se numa aula de Biologia ou de Química, o Culta tinha me mandado um dos seus milhares de bilhetinhos:
"Você é a glicose do meu metabolismo.
Te amo muito!
Paracelso"
E assinou com uma letrinha miúda: Paracelso. Paracelso era outro apelido dele. Assinou com letrinha tão minúscula que quase tive dó, tive pena, instinto maternal, coisas de mulher...E também não sei por que: resolvi dar uma chance pra ele, mesmo sem saber que tipo de lance ia rolar.
No dia seguinte, depois do inglês, pediu pra me acompanhar até em casa. No ônibus, veio com o seguinte papo:
- Um beijo pode deixar a gente exausto, sabia? - Fiz cara de desentendida.
Mas ele continuou:
- Dependendo do beijo, a gente põe em ação 29 músculos, consome cerca de 12 calorias e acelera o coração de 70 para 150 batidas por minuto. - Aí ele tomou coragem e pegou na minha mão. Mas continuou salivando seus perdigotos:
- A gente também gasta, na saliva, nada menos que 9 mg de água; 0,7 mg de albumina; 0,18 g de substâncias orgânica; 0,711 mg de matérias graxas; 0,45 mg de sais e pelo menos 250 bactérias...
Aí o bactéria falante aproximou o rosto do meu e, tremendo, tirou seus óculos, tirou os meus, e ficamos nos olhando, de pertinho. O bastante para que eu descobrisse que, sem os óculos, seus olhos eram bonitos e expressivos, azuis e brilhantes. E achei gostoso aquele calorzinho que envolvia o corpo da gente. Ele beijou a pontinha do meu nariz, fechei os olhos e senti sua respiração ofegante. Seus lábios tocaram os meus. Primeiro de leve, depois com mais força, e então nos abraçamos de bocas coladas, por alguns segundos.
E de repetente o ônibus já havia chegado no ponto final e já tínhamos transposto , juntos, o abismo do primeiro beijo.
Desci, cheguei em casa, nos beijamos de novo no portão do prédio, e aí ficamos apaixonados por vária semanas. Até que o mundo rolou, as luas vieram e voltaram, o tempo se esqueceu do tempo, as contas de telefone aumentaram, depois diminuíram...e foi ficando nisso. Normal. Que nem meu primeiro beijo. Mas foi inesquecível!
BARRETO, Antonio. Meu primeiro beijo. Balada do primeiro amor. São Paulo: FTD,
1977. p. 134-6.
 Depois da leitura
Reflita:
- Qual é a imagem que está mais de acordo com o que foi narrado no texto?
- O texto é narrado em primeira ou terceira pessoa? Justifique a resposta com trecho do texto.
- Quais são as sensações da narradora ao beijar pela primeira vez?
- A que gênero textual pertence esse texto? Justifique.

- Pesquise um poema, um conto, letra de música, e outras imagens em que tenham como tema o primeiro beijo. A partir do material selecionado será montado um mural na escola sobre o tema: “Meu primeiro beijo”.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Turma 02 – Grupo 01 Avaliação de Aprendizagem do Texto “Avestruz”



                              Avaliação de Aprendizagem do Texto “Avestruz”           

Público Alvo: 9º ano / 8ª série
Tempo previsto: 04 aulas
Turma 02 – Grupo 01

1º Momento

          Após trabalhar a Situação de Aprendizagem do texto “Avestruz”, a avaliação será feita da seguinte forma:                                                                                                                      
-Oferecer aos alunos três textos diferentes em gêneros: uma crônica: “Amigos”; uma fábula: “A raposa e as uvas”; uma notícia, onde ele possa distinguir: a tipologia narrar do gênero crônica.                                                                                                           -Reconhecer qual é a crônica e justificar com características do gênero.

2º Momento
         Atividade em dupla: Produção escrita.
         Imagine que o garoto teve seu pedido atendido pela mãe, que propôs, a título de experiência; deixar cinco gaivotas passarem um final de semana no apartamento com eles.
         ( O que comeriam? Como dormiriam? O que faria com as gaivotas?...)

         *Agora você assume o papel "do amigo" e dá continuidade à história. 
Lembre-se das características da crônica narrativa:
- texto curto;
- verossimilhança;
- linguagem apropriada (conotativa);
- descontraído (com humor).

        OBS: Após a revisão textual, a dupla  entrega a produção ao professor, que poderá pedir a apresentação do resultado para toda a classe. 

 
Ana Rita Soares da Cunha
 
 

segunda-feira, 10 de junho de 2013


Atividade de Leitura
Contos Tradicionais do Brasil (Luis da Câmara Cascudo)

Conto: O Touro e o homem
Definição:
       O conto popular é uma forma versal, conhecida em todo norte do Brasil, uma experiência do real e uma prática cultural de comunicação. Tende a estar associados às narrativas tradicionais que são transmitidas de geração em geração, apresenta uma estrutura breve e simples, possui uma interação lúdica e alguns moralizantes.
Objetivo:
     Informar o aluno que o conto popular é o saber divulgar do povo. Não transmitido através de escolas e nem de livros e sim por imitação ou por força de tanto ver e ouvir.
Habilidade:
     Desenvolver a habilidade no aluno, que todo e qualquer ser humano tem sua cultura e que a mesma vai se tornando nas relações e experiência que mantemos com o mundo desde que nascemos.
Estratégia:
-       Leitura em voz alta e interpretada. (Professor – Aluno), (Aluno – Aluno).
-       Público alvo – E.F, E.M, EJA e Professores.
-       Dramatização feita pelos alunos com caracterização dos personagens.

Avaliação:
Participação efetiva dos alunos no decorrer da atividade.
           
O Touro e o Homem

Um touro, que vivia nas montanhas, nunca tinha visto o homem. Mas sempre ouvia dizer por todos os animais que era ele o animal mais valente do mundo. Tanto ouviu dizer isto que, um dia, se resolveu a ir procurar o homem para saber se tal dito era verdadeiro. Saiu das brenhas, e, ganhando uma estrada, seguiu por ela. Adiante encontrou um velho que caminhava apoiado a um bastão.
Dirigindo-se a ele perguntou-lhe :
            - Você é o bicho homem ?
            - Não! – respondeu-lhe o velho.- Já fui, mas não sou mais!
O touro seguiu e adiante encontrou uma velha :
            - Você é o bicho homem ?
            - Não! Sou a mãe do bicho homem!
Adiante encontrou um menino :
            - Você é o bicho homem ?
            - Não!Ainda hei de ser, sou o filho do bicho homem.
Adiante encontrou o bicho homem que vinha com um bacamarte no ombro.
            - Você é o bicho homem?
            - Está falando com ele!
            - Estou cansado de ouvir dizer que o bicho homem é o mais valente do mundo e vim procurá-lo para saber se é mais do que eu!
            - - Então, lá vai! – disse o homem, armando o bacamarte e disparando-lhe um tiro nas ventas.
O touro, desesperado de dor, meteu-se no mato e correu até sua casa, onde passou muito tempo se tratando do ferimento.
Depois, estando ele numa reunião de animais, um lhe perguntou :
            - Então, camarada touro, encontrou o bicho homem?
            - Ah! Meu amigo, só com um espirro que ele me deu na cara, olhe em que estado fiquei!

José de Carvalho. “O Matuto cearense e o Caboclo do Pará”, em Contos Tradicionais do Brasil, recolhidos por Luís da Câmara Cascudo, Global Ed.

                    




Conto tradicional do Brasil
O papagaio real
Luiz da Câmara Cascudo

Público alvo:

Alunos do Ensino Fundamental

Período previsto:

Quinze dias

Objetivos:

·  Conhecer o gênero conto tradicional;
·  Propiciar condições de participação em leitura e teatro aos alunos que demonstram não gostar de ler;
·  Ler para comunicar um texto a um auditório;
·  Interpretar através da apresentação teatral o gênero conto.

Envolvidos:

6º, 8º e 9º anos.

Ações:

·  Escolha do texto a ser interpretado;
·  Escolha dos alunos para incorporar os personagens;
·  Leitura do conto;
·  Ensaio da peça teatral;
·  Confecção dos preparativos para arrumação do cenário, trajes, músicas;
·  Apresentação ao público destinado (escola da família, pais e alunos).

Avaliação:

Acompanhar cada passo percorrido pelos alunos, para que o teatro se concretizasse: participação, organização, interesse e atuação.



                                                       
                                                                                                

                                                                        

O papagaio real-

Duas moças moravam juntas e eram irmãs, uma muito boa e a outra maldizente e preguiçosa. Cada uma tinha seu quarto. A mais velha começou a notar um barulho de asa e depois fala de homem no quarto da irmã. Ficou desconfiada e foi olhar pelo buraco da fechadura.  Viu uma bacia cheia d’água no meio do quarto.  Quando deu meia-noite chegou na janela um papagaio enorme, muito bonito e voou para dentro, metendo-se na bacia, sacudindo-se todo, espalhando água para todos os lados. Cada gota d’água virava ouro e o papagaio, quando saiu do banho, foi um príncipe mais formoso do mundo. Sentou-se ao lado da irmã e pegaram a conversar como noivos. A irmã ficou roxa de inveja. No outro dia, de tarde, encheu o peitoril da janela de cacos de vidro, assim como a bacia. Nas horas da noite o papagaio chegou e batendo no peitoril cortou-se todo. Voou para a bacia e cortou-se ainda mais. Arrastando-se, o papagaio não virou príncipe, mas chegou até a janela e disse para a moça que estava assombrada com o que acontecera:
– Ai ingrata! Dobraste-me os encantos! Se me quiseres ver só no reino de Acelóis
E, batendo asas, desapareceu. A moça quase se acaba de chorar e de se lastimar. Brigou muito com a irmã e deixou a casa, procurando o noivo pelo mundo. Ia andando, empregando-se como criada nas casas só para perguntar onde ficava o reino de Acelóis. Ninguém sabia ensinar e a moça ia ficando desanimada.
Uma noite, depois de muito viajar, já cansada, ficou com medo dos animais ferozes e subiu em uma árvore, escondendo-se bem nas folhas. Estava amoquecada quando diversos bichos esquisitos chegaram para baixo do pé de pau e pegaram a conversar.
— De onde chegou você?
— Do reino da Lua!
— E você?
— O reino do Sol!
— E você?
— Do reino dos Ventos!
A moça prestou atenção. No primeiro cantar dos galos sumiram-se todos, e ela desceu e continuou a marcha. Andou, andou, até que chegou noutra mata e, para não ser devorada, trepou numa árvore. Lá em cima, quando a noite ficou bem fechada, chegaram umas vozes no pé do pau.
— De onde veio?
— Do reino da Estrela!
— De onde veio?
– Do reino de Acelóis!
— Que novidades me traz?
— O príncipe está doente e ninguém sabe como tratar dele…
A moça botou reparo e na madrugada seguiu no mesmo rumo pois as vozes já tratavam do reino de Acelóis. Andou, andou, andou. Finalmente, quando anoiteceu, estava dentro de uma floresta. Subiu em um pau e ficou quieta, lá em cima. Mais tarde as vozes começaram na falaria:
— De onde vem você?
— Do reino de Acelóis!
— Como vai o príncipe?
— Vai mal, coitado, não tem remédio!
— Ora não tem! Tem! O remédio é ele beber três gotas de sangue do dedo mindinho de uma moça donzela que queria morrer por ele!
Quando amanheceu o dia, a moça tocou-se na estrada. Ia o sol se sumindo quando ela avistou o reinado de Acelóis. Entrou no reinado e pediu agasalho numa casa. Na hora da ceia perguntou o que havia e disseram que o assunto da terra era a doença do príncipe. A moça, no outro dia, mudou os trajes, foi ao palácio e pediu para falar com o rei.
— Rei Senhor! Atrevo-me a dizer que ponho o príncipe bonzinho se Rei Senhor me der, de tinta e papel, a metade do reinado e de tudo quanto lhe pertencer.
O rei deu, de tinta e papel, a metade de tudo que possuía. A moça foi para o quarto, meiou um copo d’água, furou o dedo mindinho, botou três gotas de sangue dentro, misturou e mandou ele beber. Assim que o príncipe engoliu, foi abrindo os olhos, levantando-se da cama e abraçando a moça, numa alegria por demais.
O rei ficou muito satisfeito e quando o príncipe disse que aquela era a sua verdadeira noiva desde o tempo em que ele estava encantado em um papagaio real, o rei não quis dar consentimento porque a moça não era princesa. A moça então falou:
— Rei Senhor! Tenho por tinta e papel a metade de tudo quanto é do rei senhor neste reinado. O príncipe é do rei senhor e eu tenho por minha a metade dele. Se rei senhor não quiser que eu case com ele inteiro, levarei para casa uma banda.
Ao ouvir falar em cortar o príncipe pelo meio, como a um porco, o rei chegou-se às boas e deu o consentimento. Foram três dias de festas e danças e até eu me meti no meio, trazendo uma latinha de doce, mas na ladeira do Encontrão, dei uma queda e ela, páfo! —no chão!…